O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu nesta segunda-feira, 31, a campanha de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República, em uma decisão monocrática tomada pelo Ministro Dias Toffoli que pegou a campanha de surpresa. O bloqueio do registro ocorreu após o relator identificar o envio extemporâneo de uma lista complementar contendo 18 perfis em redes sociais, protocolada fora do prazo legal estipulado pela legislação eleitoral para a declaração de plataformas de propaganda digital. Para o magistrado, o descumprimento formal dos prazos impõe barreiras que inviabilizam temporariamente a continuidade dos atos de campanha.
A medida gerou forte reação do candidato, que classificou a determinação judicial como uma interferência drástica e injustificada no processo democrático. Em contato com a Jovem Pan, Renan Santos criticou duramente a decisão de ofício, argumentando que a medida derruba de forma abrupta uma campanha presidencial inteira por questões burocráticas secundárias. Diante do cenário, a equipe jurídica do Partido Missão anunciou que ingressou imediatamente com um mandado de segurança no tribunal para tentar reverter a suspensão e restabelecer o andamento regular da chapa antes do início oficial da corrida eleitoral.
Fundador do Movimento Brasil Livre e líder da recém-criada legenda Missão, Renan Santos tenta consolidar sua primeira disputa ao cargo executivo máximo do país com um discurso voltado à direita liberal e a propostas de reformas estruturais.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se