Autoajuda. Uma palavra bonita, tanto gramaticalmente quando sonoramente. Que se popularizou nas Mídias Sociais em um conceito forte, objetivo e supostamente realístico. Já outra bem parecida infelizmente não ganhou a mesma notoriedade. Mesmo sendo tão presente no que vemos todos os dias! "Autoengano." Você a conhece?
Em cada momento dentro das mídias sociais em que se pensa saber de algo, o efeito é esse. Alimentar o autoengano. Ou segundos de um vídeo possuem a capacidade de traduzir os conceitos dos livros? Falas rápidas abrangem a qualidade de análises do que vemos na sociedade? Recortes de um conteúdo trazem base para se entender algo? Podem eles parar para escutar todos os (desiguais) lados?
Veja, isso não é o fim de um saber, independentemente da área a qual ele pertence. Apenas uma de suas inúmeras partes. Essas que se interligam, se expandem e se concretizam. Diferentemente do suposto saber que vem da dopamina rápida e do pensamento enfraquecido, apresentados todos os dias na "for you", no "feed" ou em grupos de WhatsApp.
Dessa forma não se desenvolve propriedade de conhecimento. Muito pelo contrário: Ele é perdido. Assim como de tempos em tempos se perdem entre a multidão de conteúdos tantos "especialistas." Seja na Segurança Pública, Geopolítica, Economia...Sustentados pelo raso que lhes foi apresentado, não conseguem permanecer de pé diante do impacto que os dados trazem.
Enquanto mais um pouquinho de tantas e tantas áreas aparecem no "rolar a tela", os estudos esperam. E pacientemente continuam preparando qu busca verdadeiramente estar à par da funcionalidade das coisas. "Pacientemente." Eis aí mais uma diferença: O conhecimento real se forma, sem nenhuma pressa. Já o autoengano corre atrás da validação, por meio de sua exposição. Mas, essa parte provavelmente não vai viralizar.
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