Informações e mais informações espalhadas a fim de atingirem a nós, seus alvos. Dados também, e com eles, consequentemente, revelações. Algumas bem recebidas, outras nem tanto. São até postas em xeque ou tratadas como levianas. Mas, como? Elas não são quem nos apresentam aquilo que é inegável?
Quando vemos a posição de alguém diante de algo sério, não é um julgamento fidedigno que se segue, já que, naturalmente, o ser humano reflete suas memórias, crenças e sensações naquilo com o que lida. E, embora o momento no qual vivemos neste mundo (a desconcertante Pós-Modernidade) traga consigo a chance de se relativizar tudo, inclusive opiniões, não se pode ignorar aquilo que foi e continua sendo base.
Seja chamada de Ética, ou como “ter a postura de gente boazinha”, “certinha”, ou apenas “ser um seguidor da Política da Boa Vizinhança”. Ou também o famoso “certo pelo certo”. Todos quase que um fenômeno. Pois olhar pelas lentes da verdade que constitui o que nos rodeia é uma tarefa cansativa. Não só porque é preciso analisar, ponderar e pôr acontecimentos na balança, tendo cuidado com seus prós e contras.
E sim porque é preciso deixar que o que se guarda interiormente não fale mais alto. As vivências e suas marcas não são insignificantes por isso. Só precisam ter voz no momento e na forma corretos. E isso nem sempre é quando a verdade vem mostrar seu conteúdo.
Não há pendência para lados, nem interesses que dominem o conceito da verdade, que é livre por conta própria para transitar entre tudo o que há em nossa volta, quer seja bem vista e recebida, ou o contrário.
Ela continua firme, mesmo com inúmeras tentativas de ridicularização. Continua norteando quem se dispõe a lhe dar abertura. Embora sofra de forma especial em momentos críticos, nos quais o caos parece imparável (também graças às opiniões sem fomento que o alimentam), não mudou. Nem mudará.
E, quando mais ocasiões vierem e muitos outros pontos forem levados em consideração com base no que se tem como certo, mesmo que não seja algo concreto, ela estará lá. Os fatos também. Enfrentaram desafios, porém, ainda que sejam diminuídos, não é possível lhes tirar a garantia de serem aqueles que terão sempre a palavra final.
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